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  • mumuksha02

o iludido chora a morte da ilusão

Não importam as alegorias.

Se você tem uma alegoria, qualquer que seja,

investigue e veja: alegorias também são castelos de areia.

Para que possa morrer,

você, necessariamente, tem que ser aquilo que morre,

aquilo que aparece, que tem aparecência, que tem aparência...

que é uma aparição.

Tudo aquilo que podemos tocar, medir ou pesar está fadado à morte,

por ter nascido um dia.

Porém, quem é que vê tudo que aparece?

O Ser pode ser visto, medido, pesado ou comprimido em algum espaço?

Não, ele não pode.

Portanto, como matá-lo?

Ele não nasceu.

Ele não nasce e não morre - e essa é a sua verdade.

Ou você casa com ela de uma vez por todas,

ou continua sonhando com os seus castelos de areia.


Você se ilude com o castelo de areia,

mas o castelo é de areia e mais cedo ou mais tarde -

talvez muito mais cedo do que você deseje -,

uma onda vem e o remove da existência.

Permanecer na experiência sem fazer vista-grossa para

quem você é, é saber que tudo que está acontecendo está fadado a desacontecer.


Em verdade, você não pode morrer, é o corpo que morre, que desacontece.

Mas note: estamos diante de uma facticidade.

Não tem como fugir disso. Muito antes pelo contrário...

Não se iluda com a ideia de que haja uma saída.

Aliás, a saída mais digna é a morte da ilusão.

Somente o iludido chora a morte da ilusão.

Saber disso é motivo de celebração.


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